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Camacho, 26 de Março de 2017 :: 27 visitantes online.

 

Camacho

Entre montanhas e auroras de uma terra virgem, bárbara, tanto quanto hostil, irradia o desbravamento célebre de sua conquista pelas mãos do imigrante espanhol, Manoel Camacho. Imigrante, este, à procura de riquezas minerais, como: ouro, diamante, pedras preciosas. No entanto, ficou e instalou-se nessa terra estranha traçada por estradas boiadeiras. Possuidor de uma hospedaria, recebia, alimentava e alojava comitivas boiadeiras.

Com o passar dos anos, o nome Camacho, de origem espanhola, teve repercussão entre as comitivas boiadeiras, tornando-se um ponto de referência entre elas. E, também com o tempo, iniciou-se a colonização dessa terra, chegando à categoria de vilarejo. Vilarejo este que em homenagem a Manoel Camacho, o primeiro habitante dessa terra, recebeu o nome de Camacho.


Com a vinda do padre Alberto Evangelista Marques Guimarães para o Camacho em 1935, o fazendeiro José Arantes doou um enorme terreno para a Igreja. Com a ajuda de vários fazendeiros da região, fiéis e devotos em geral, o padre Alberto conseguiu erguer a construção da igreja matriz de Nossa Senhora das Dores, padroeira de Camacho até os dias atuais. 


O padre Alberto Evangelista Marques Guimarães nasceu em Morro Vermelho (perto de Belo Horizonte) em 1901. Ordenou-se padre em Belo Horizonte no ano de 1932. Em 1935 veio para o Camacho e aqui permaneceu como vigário. Morreu em 1979 nesta cidade. Antes da emancipação política, Camacho era regido pelo intendente José Geraldo de Araújo. 


Emancipou-se politicamente do município de Itapecerica no dia 1° de março de 1963, tendo como primeiro prefeito Nelson Fernandes Friaça. Tornou-se um município independente e soberano. Foram prefeitos ao longo da emancipação até os dias atuais: 1° Nelson Fernandes Friaça; 2° Rui Alves Garcias; 3° Nilton Pedro Friaça; 4° Lourival Cardoso de Melo; 5° Walter Lopes da Silva; 6° Nilton Pedro Friaça; 7° Orlando Ferreira de Resende; 8° Nilton Pedro Friaça; 9° Orlando Ferreira de Resende; 10° Geraldo Cardoso Lamounier; 11° Geraldo Cardoso Lamounier, 12º José Furtado da Silva, 13ª  Geraldo Cardoso Lamounier, 14º Geraldo Cardoso Lamounier e atualmente Bruno Lamounier Furtado. 


Da emancipação até hoje são 15 câmaras de vereadores, com 9 vereadores cada câmara, somando um grande montante. A bandeira municipal possui as cores verde e branca. O verde representa as matas e o branco à paz. No centro, o brasão da época imperial portuguesa e os símbolos representativos da economia e da fé de um povo. São eles: um pé de milho com frutos, um galho de café com frutos, uma cabeça de bovino e um cálice com uma hóstia.
A economia de Camacho baseia-se na agropecuária, sendo o milho pouco viável, por ser um produto de subsistência e de consumo interno. Podemos dizer que o feijão é produto de maior rentabilidade no comércio do município. O rebanho bovino predominante é o leiteiro, de grande importância para os pecuaristas e o crescimento do município. O rebanho de corte é menos viável; porém, há considerações a fazer. 


Com grande destaque nas lavouras do município, destinado ao mercado interno e externo, encontra-se o café, considerado o baluarte do município. A produção em larga escala e de boa para ótima qualidade é, sem dúvida, o ícone da economia para os cafeicultores e o crescimento municipal.  Camacho é um município enfocado no pecuário e principalmente na cafeicultura, possuindo uma infra-estrutura no PRONAF e no EMATER. Economicamente, Camacho é um município rural. 

A religiosidade, representado por um cálice com uma hóstia, significa o sangue e o corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo, que cada cristão camachense cultua em sua fé, em sua esperança e em sua perseverança no amor a Deus.  Os principais atrativos turísticos do município são as cachoeiras, artesanato e a gastronomia. 

Culturalmente Camacho destaca-se pelas festas, como reinados de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora Aparecida, a festa da padroeira Nossa Senhora das Dores, aniversário da cidade, Feira de ciências da Escola Estadual Nelson Fernandes Friaça, festa do peão de boiadeiro e Folias-de-reis. 

Camacho é uma cidade jovem, com 53 anos de emancipação política. Espelho o Futuro promissor de um povo altanero em suas conquistas. O progresso se faz sempre presente e constante nos ideais de ascensão cultural, econômica, social e religiosa. 


Camacho é um encarte de montes e vales.

 

Autor: Alexandre Bernardino Cardoso


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